O dia em que eu escaneei uma barata
Eu estava preparando meu portfolio de ilustração. Então resolvi criar uma imagem de publicidade ficcional para o inseticida Baygon.
O desafio era fazer uma barata morta num pequeno caixão. Tudo em 3d, com o maior realismo possível naquele tempo.
Eu modelei pacientemente a barata, o caixão, a lata de spray. Mas faltavam as texturas. Do caixão e da lata foi fácil. Mas e da barata?
Saí mais uma vez em campo em busca de uma bela baratona voadora. Foi relativamente fácil achar uma bela barata num quartinho que havia lá em casa, e que era cheio de caixas com livros e quinquilharias. Joguei uma dose de baygon na barata ( já que eu não seria enganado outra vez) e a matei.
O problema é que o baygon deixa a superfície de quitina da barata meio esbranquiçado.
Então, para total nojo e desespero da minha mulher e empregada eu fiquei a tarde inteira polindo a barata com a ajuda de um pincel e azeite.
Depois escaneei a barata e texturizei o modelo. Isso me rendeu umas boas gargalhadas na editora Abril quando eu explicava aquela inusitada peça no portfolio, mas acabei saindo de lá sem serviço nenhum, hehe. Acho que pensaram que eu não era muito normal.
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Um comentário:
kkkkkkkkkkkkkk eu nunca faria isso. Ódio mortal às baratas.
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